Internação involuntária para dependentes químicos

Internação involuntária para dependentes químicos


A internação em uma clínica de tratamento, na grande maioria dos casos, é a única forma que pode livrar uma pessoa da luta contra o vício em substâncias químicas. Clínicas profissionais possuem métodos seguros para reverter, com sucesso, os efeitos físicos e psicológicos que uma substância química pode ter sobre uma pessoa. Para aqueles que buscam, por iniciativa própria, esse caminho, as chances são grandes de que tenham sucesso. Mas e a internação involuntária para dependentes químicos? Existem chances de que ela tenha algum sucesso?

Sem passar por um processo de reabilitação, é bem pouco provável que alguém que esteja viciado em drogas, medicamentos ou álcool consiga superar a doença e recomeçar a vida. Por isso, é importante ter em mente que a internação, ainda que involuntária, é um caminho para a cura. Portanto, é claro que a possibilidade de êxito existe. Mas é importante sermos claros: um dos fatores mais importantes para a reabilitação é a vontade do paciente de sair daquele quadro – se ela não existe, as chances de sucesso do tratamento caem consideravelmente.

Um dos fatores que deve ser trabalhado no indivíduo que é inscrito para a internação involuntária, após passar pelo processo de detoxificação para que recobre suas faculdades mentais, é o processo de fazer com que ele reconheça que possui um problema, se conscientize de todos os efeitos negativos do vício e que, então, por iniciativa própria, se comprometa a continuar com o programa. É possível que, se esse trabalho for bem realizado, o paciente perceba os benefícios de abandonar o vício e decida continuar o caminho da recuperação.

Outra questão que deve ser trabalhada é a chance de recaídas. É de conhecimento comum que pessoas que possuem problemas de dependência química têm chance de retornar ao vício em algum momento de suas vidas. Mas o que pouca gente sabe é que, se isso ocorre, não significa uma falha de caráter ou falta de boa vontade do viciado. O vício em substâncias químicas é como se fosse uma doença crônica: a pessoa fica assintomática, mas nunca se livra de fato da moléstia. Também é certo que o fato de alguém ter sido internado involuntariamente torne esse paciente mais suscetível a recaídas, caso o trabalho não seja bem feito no sentido de que ele entenda que, sempre que isso ocorrer ou que a vontade for muito forte, ele deve buscar ajuda.

Entretanto, entende-se que essa é uma opção que somente deve ser considerada se todas as tentativas de aproximação com o drogado anteriormente realizadas não surtiram efeitos. É uma alternativa para casos mais graves, como viciados que apresentam tendências suicidas, homicidas ou que passem a ter problemas com a lei. É uma medida que visa ajudar a família e o dependente químico. Mas deve-se levar em consideração que haverá resistência por parte do paciente, e o familiar que assinou a autorização de intervenção poderá sofrer sua revolta por algum tempo. Mas lembre-se que, embora as chances de sucesso não sejam garantidas, a probabilidade de tudo dar certo é muito maior do que se não for tomada medida alguma.

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