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Recaída sucesso ou fracasso do tratamento

Recaída sucesso ou fracasso do tratamento

Quando ocorre uma recaída a frustração é geral. A família sente que meses, algumas vezes anos, de esforço conjunto foram perdidos. O dependente imagina que é o fim da linha e que nunca terá forças para livrar-se da dependência. “A recaída destrói ao menos três castelos”, o da família, do paciente e até mesmo do terapeuta que também sente o peso dessa frustração...

Para entendermos o processo de recaída é necessário entendermos um pouco sobre o relacionamento do indivíduo com o objeto de compulsão (dependência). Quando se fala do processo de recuperação, o que é focado na maioria das vezes é a mera abstinência física e não todo o contexto que a dependência. Acabando assim, com a não compreender o relacionamento que envolve o usuário e sua droga de escolha.

A compulsão atesta a dificuldade do indivíduo para enfrentamentos de situações de crise. Vista, como uma forma de anestesiar a dor da realidade pelo dependente. Ela é acionada por lembranças de episódios abusivos desnutrição emocional acerca da disfuncionalidade familiar). Através do uso há a sensação de preenchimento do vazio existencial.

Aprendemos através do cuidado aos dependentes, que a interrupção do uso de qualquer objeto de compulsão não significa a solução do problema. O comportamento compulsivo costuma ser precedido de ansiedade e depressão, o que confirma a necessidade de um trabalho além da abstinência. Parar com o uso dos objetos de compulsão é um grande passo, mas não é o único.

Embora a grande maioria compreenda a recaída como retomada do uso, esta é apenas a conseqüência de inúmeros fatores e sentimentos ainda não elaborados. A primeira recaída é emocional e pode ser detectada pelo afastamento progressivo das fontes de ajuda e com isso o retorno aos velhos hábitos que fatalmente levarão a reincidência ao uso.

A prática clínica tem nos mostrado, que a recaída pode fazer parte do processo de recuperação mesmo em pessoas altamente motivadas. A intenção de amadurecer psicologicamente pode fazer da recaída um momento importante de aprendizado e auto-conhecimento.

Mediante a esta realidade a clínica Villa Flor conta com planos de prevenção da recaída (PPR) e tratamentos alternativos como ibogaina elaborada pelos profissionais de sua equipe, que tem como base a estruturação do indivíduo para enfrentamento de crises e o acompanhamento ambulatorial.

Uma recaída ou a volta ao uso de drogas e álcool nunca acontece de uma forma em que as situações não estejam ligadas,embora alguns dependentes químicos acreditem em uma certa síndrome do de repente, que tudo estava indo bem e só fizeram o uso da substância,nós profissionais sabemos que esta forma de olhar a recuperação é errada existe uma distorção não só do usuário más também do próprio meio social,que muitas vezes acredita que por não estar fazendo o uso de drogas o individuo esta em recuperação,más sabemos que antes de haver uma recaída na substância existe todo uma forma de recaída comportamental,a volta de padrões, rituais, crenças e comportamentos destrutivos ,o problema é que muitas vezes o individuo não percebe estes padrões ou quando o percebem não tem habilidades de lidar com eles, já estão tão envolvidos que acabam racionalizando que esta tudo bem.

Muitas vezes por terem conseguido um retorno social,estarem trabalhando, o vinculo familiar foi estabelecido novamente,as atividades sociais estão de volta,acabam esquecendo do princípio básico,que é de colocar a recuperação acima da aceitação social,assim começam a negligenciar a sua manutenção diária ,o afastamento das redes de apoio é uma das principais característica de uma recaída comportamental,as restrições e reservas voltam, as participações aos grupos de auto ajuda,o contato com os profissionais começam a perder a força e se tornam segundo plano,existe uma outra justificativa,é a de que as atividades sociais estão tirando todo o tempo disponível para as tarefas que envolvem a recuperação,a volta do bem estar social não significa recuperação e sim uma parte do processo, o problema é que o dependente tem dificuldades quando se fala de uma escala de prioridade,ele não percebe que só através da sua continuidade na recuperação vai conseguir manter o que conquistou.

Voltam a responsabilizar as Pessoas e as Situações pelo o que esta acontecendo de errado,os familiares e amigos mais próximos começam a perceber que algo não está indo bem ,e quando vão falar sobre o assunto a personalidade rebelde do individuo,toma conta de suas falas e começa toda a recaída comportamental.

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