Como funcionam as clínicas de reabilitação de drogas


Como funcionam as clínicas de reabilitação de drogas

Quando se busca tratamento para uma pessoa querida, a primeira dúvida que surge, normalmente, é como funcionam as clínicas de reabilitação de drogas. Não se preocupe, isso é muito comum. Muitas pessoas têm dúvidas sobre o que acontece durante o tratamento tanto dentro dos centros de reabilitação quanto no após a alta, mesmo porque é de se esperar que existam alguns contratempos durante o processo de cura, e tirar as dúvidas pode fazer com que tanto o paciente quanto sua família se sintam mais seguros de sua decisão.

A primeira coisa que se deve saber é que os programas de reabilitação normalmente têm duração mínima de 30 a 45 dias, mas podem se estender para 60, 90 dias ou até um ano, nos casos mais graves. O tempo da estadia é determinado de acordo com o tipo de droga usada, com o tempo de vício e com os efeitos causados. Tudo isso é conversado logo na primeira consulta, e sempre será indicado o tempo que melhor se adeque às necessidades do paciente. Também será analisada a saúde mental e a ficha médica do viciado, para que o programa seja individualizado da melhor maneira possível.

Normalmente, o programa se inicia com um protocolo de detoxificação, também conhecido como detox, que dura, em média, de 3 a 5 dias. Nesse período, caracterizado pela abstinência da droga após o último uso, o paciente será acompanhado de perto por uma equipe de médicos e enfermeiros, que irão monitorar os efeitos físicos e psicológicos da ausência da substância química até que o corpo volte a funcionar normalmente. Esses efeitos colaterais também variam bastante de acordo com a substância e o tempo de uso, e a utilização de medicações para controlá-los pode ser necessária, de forma a tornar o processo menos incômodo e traumático.

Após esse período mais tormentoso, o paciente passa para o quarto (particular ou compartilhado, de acordo com a clínica e o plano escolhido) e volta a poder fazer contato com familiares e amigos. Visitas são permitidas e, em alguns locais, os familiares até são chamados para participarem de terapias familiares. Esse contato é extremamente importante, pois fortalecer o laço com a família é um grande passo para a manutenção do estado de sobriedade.

As terapias são ministradas individualmente e/ou em grupo, e a técnica majoritariamente utilizada, devido à alta taxa de sucesso, é a terapia cognitivo-comportamental, que se dedica a identificar os motivos pelos quais o paciente foi levado a buscar conforto nas drogas, e tratar o mal pela raiz. Também são desenvolvidos novos padrões de comportamento saudáveis, e ensinadas técnicas para evitar recaídas. Palestras nesse sentido também existem, tudo no sentido de fazer com que o paciente entenda o ciclo do seu próprio vício e consiga quebrá-lo sozinho. Também será preparado para o retorno à vida em sociedade, passando, por exemplo, por palestras que focam na reinserção no mercado de trabalho.

Há que se lembrar que o vício é como se fosse uma doença crônica. O paciente pode estar sem apresentar sintomas, mas nunca estará completamente curado. Por isso, mesmo após a alta ele ainda poderá retornar periodicamente à clínica, para relembrar os ensinamentos e conseguir manter sua caminhada sem ter recaídas.